quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Por que não votar nem no PT e nem no PSDB





Privatização Vale do Rio Doce, governo PSDB- 1995

Privatização Campo de Libras-Pré Sal, governo PT,2013

Estamos num momento bem crítico da política brasileira. Há quem queira se enganar que o PT é melhor que o PSDB. Há quem queira se livrar (e com toda razão) do PT, e há quem não quer nem o seis e nem o meia dúzia. Essa pessoa sou eu!
FHC (PSDB)- 1994/2002
Conivência com a corrupção com o amordaçamento da PF(Políca Federal);
Quebra do monopólio d Petrobrás;
Escândalo Silvan;
Proer, Programa de salvação aos bancos;
Caixa 2 de campanha;
Massacre El Dorado Carajás (PA) e Corumbiará(RO);
Propina nas Privatizações: Telebrás e Vale do Rio Doce( O PT do Lula/Dilma,tinha o dossiê de todos os ganhos “extras” e se calou para não aborrecer as empresas envolvidas);
45 milhões em corrupção para comprar o congresso para aprovar a emenda da reeleição à constituição;
Grampos telefônicos para facilitar a privatização da  Telecomunicações;
Desvio de 169 milhões para a construção do TRT paulista (juiz Nicolau, lembram dele?);
Privatização das estradas federais (completamente esburacadas no governo PT);
Escândalo abafado e amordaçado pela PF de informações privilegiadas na privatização da Vale do Rio Doce, com grande repressão a nós que estávamos nas manifestações contra a privatização(eu estava lá e apanhei da PM);
Pane na telefonia em 1999,quando o novo sistema,  já privatizado entrou em ação, no sistema de DDD foi implantado;
Racionamento de energia, pelo sucateamento de Furnas e vários blecautes nos anos de 2000 e 2001(eu trabalhava à noite e saia ás 9h, o que dava um tempo de aula para cada turma do noturno);
Base Militar para  beneficiar os norte americanos a “sufocar” o tráfico de drogas na Amazônia;
Biopirataria oficial dos laboratórios norte americanos na Amazônia. 4 milhões em biopirataria que o Brasil e a Floresta perderam;
Desmatamento da Amazônia, para gerar lucro ao grande latifúndio;
Mudança na CLT, achatando as aposentadorias (aposentado é vagabundo segundo FHC),aumento do tempo de serviço,esvaziamento dos sindicatos, professores são  burros e não querem trabalhar;
Dívida externa (que o PT falou que pagou e sabemos que é mentira), entrega da soberania do país ao FMI.

LULA ( PT)2002/2010
Corrupção envolvendo a alta cúpula do governo;
Não avançou no crescimento econômico na América Latina;
Fome zero foi um fiasco e virou Bolsa Família (ou Bolsa Esmola que fez do eleitorado refém do governo PT, claramente copiado do governo FHC);
Gastou mais com publicidade do que com saneamento básico no nordeste;
Nenhum investimento no transporte público/estradas esburacadas e perigosas(as mesmas privatizadas pelo FHC);
Licitação fraudulentas para tapar os buracos das estradas nas rodovias federais, abandonadas pelo PT e privatizadas pelo PSDB;
Salário mínimo continuou mínimo MESMO;
Não sabia nada nos assuntos de corrupção das ambulâncias e mensalão;
Os dez mil empregos nunca foram criados;
Filhos e parentes (Nepotismo),ganharam benesses governamentais(Friboi e nosso primeiro mini moldem que não rodava nem pelo decreto,  num lap top superfaturado num esquema PT/PMDB lembram???);
Tenta criar a ANCINAV (empresa reguladora das atividades audiovisuais, que não passou) e que visava amordaçar a imprensa alternativa. Hj, claramente perseguida pelo governo Dilma (vide mídia ativistas).

Dilma (PT) 2010 e quem sabe 2018(tomara que não)
Taxa de juros e inflação batendo no nosso nariz (se vc vai ao supermercado,paga luz,água,e outros serviços sabe disso melhor que eu);
Reservas internacionais na mão dos “internacionais”;
Escândalo na Petrobrás, programa de PDV (Demissão Voluntária), e nenhum concurso desde 1990(Era Collor);
Avanço do latifúndio sobre áreas indígenas/floretas/assassinato de trabalhadores rurais/ameaça nas terras dos Guaranis Kaiovas(MT);
Construção superfaturadas de Belo Monte/impacto irreversível ambiental/deslocamento de tribos indígenas/ameaça aos índios do Alto Xingú/corrupção do  faturamento das obras;
Reserva Raposo Terra do Sol(bancada por campanhas via redes sociais e muita porrada);
Desvio do curso do rio São Francisco, causando sua morte na nascente, e que reflexo para  todos quedependem  do Velho Chico  para sobreviver;
Corrupção na Petrobrás/escândalo Passadina/privatização branca na Petrobrás,Banco do Brasil, Caixa Econômica e universidades federais);
Desmonte das Universidades Federais/corte de verba para pesquisas/sucateamento das UFFederais em todo país;
Criminalização das manifestações;
Alianças nefastas com o PMDB a nível nacional...Cabral/Paes/Dilma/Sinistro Fux  X Professores...bombardeio dia 01.10.13 para passar o PCCS, que destrói a educação no RJ;
Militarização nas favelas e extermínio da juventude negra no país inteiro.


Para Garantir a  aprovação do PCCRS greve da educação X aliança PT/PMDB


Pra garantir a Copa , aliança PT/PMDB,2014,
/.
Sem mais,
Denise Oliveira...Não vai ter VOTO PORRA NENHUMA!
Outubro de 2014.















domingo, 7 de setembro de 2014

Grito dos Excluídos, 2014






Hoje, 07 de setembro de 2014, completa-se um ano do maior Grito dos excluídos já vividos nestes 20 anos de manifestação. O ano de 2013, foi atípico. Estávamos em pleno ascenso das manifestações, cobrando muito do governo e dos gastos com a Copa do Mundo. Pois bem, a resposta foi rápida, e com muita repressão, a população, que tem pouco esclarecimento político, se afastou das ruas, calou-se.
Fevereiro deste ano, um erro de cálculo e o cinegrafista da Rede Bandeirantes foi  morto. Não  por que a intenção fosse matar, mas sim resistir a truculência policial. Toda mídia formal, mas a (in)justiça e  o governo, jogaram a criminalização desse episódio lamentável, na  conta dos “baderneiros”. O refluxo do movimento está dado.
Entre maio e julho, várias greves pipocaram no país inteiro, inclusive, a primeira greve unificada das redes estadual e municipal de educação. Todas, as greves foram vendidas, pelos sindicatos aparelhados, pelo PT e seus asseclas: PSTU,PSOL,PCB e PCdB. Greves derrotadas, movimento das classes populares criminalizados, prisões políticas á véspera da final da Copa. Das prisões de vários amigos, temos hoje, esses companheiros impedidos de participarem de manifestações, como se reclamar do que está errado fosse crime inafiançável
Pois bem, foi nesse cenário de refluxo, que se deu mais um 07 de setembro. De um lado a hipocrisia nacionalista com o desfile das Forças(enferrujadas e  mal) Armadas, de outro nos, os excluídos. Esse ano também, é ano de eleições gerais, o que dá um tom, mas abrilhantado a essa parafernália, que o estado burguês, chama de civismo.
Não repetimos a grande massa do ano passado, segundo a estimativa da PM, éramos 1.200 mil pessoas, o qeu pra mim, já gente pra caramba, visto o refluxo eu estamos vivendo. O dado novo imposto á passeata, foi a divisão, que os partidos PSTU,PSOL e PCB, impuseram. Não queriam ficar próximos a FIP, GEP, OATL e outros grupos que não querem mais saber de voto, que estão direto nas ruas, e que até por isso mesmo, são os mais visados e perseguidos. Incrível, mas teve duas passeatas numa só. Ridículo, ver nós à frente, uma linha enorme de policiais, e eles atrás desse “cordão de isolamento”.
Chegando à Central, palco do maior bombardeio de lacrimogêneo que já vi acontecer, em 2013, um grupo ligado à FIP,  pôs fogo na “bandeira Nacional”. Dado aí, a chance dos meganhas entrarem em ação. Não houve uso de lacrimogêneo, mas empurra-empurra, prisão, xingamentos de ambas as partes. A tropa de choque, barrou a passeata.
Novo momento ridículo: ver o PSOL e PCB saírem correndo do ato, tão logo se deu esse princípio de confusão. Em menos de três segundos, não haviam mais nenhuma bandeira amarela e vermelha no ar. Aliás, só pudemos sair com as bandeiras, faixas e cartazes, depois de muita negociação com as forças de repressão. Ficou meia dúzia de PSTU, com a candidata deles a Dayse(que nem  nas pesquisas de intenção de voto aparece), com aquele discursinho meia bomba, sacudindo os braços como uma boa pelega, que é. Reparem bem, que não falei em momento nenhum do PT,CUT e MST. É eles não estavam na passeata!
Nesse momento eu saí do ato, afinal, ouvir PSTU não estava nos meus planos... Soube, já no metrô, que a passeata seguiu até o destino final, a estátua do Zumbi.
É fato, que não vou votar em nenhum partido. É fato também, que alguns companheiros de rua e de luta, estão meio aborrecidos com a minha postura, de não me sentir representada por esses borra botas partideiros.
Mas hoje, se havia alguma dúvida em mim, sobre usar esse espaço frouxo, burguês, de nenhuma representatividade à nossa luta (coisa que não havia), acabou de vez.
Não vai ter voto/ Não pode haver voto em partidos tão vendidos aos interesses da burguesia, e incluo aí o PCB, que pra mim, sempre foi um partideco que trava as lutas, vide Grécia, Espanha, Portugal, Galícia, recentemente, e no Brasil sempre...e no magistério carioca há menos de 3 meses.
Não Vai Ter Voto, Vai Ter LUTA!

Por:Denise Oliveira, 07/09/2014



domingo, 13 de julho de 2014

Palestina/Israel,uma coexistência impossível

Ataque à Gaza com Bombas de Fósforo pelo Exército de Israellçju


Para entender o conflito permanente entre o Estado fortemente armado de Israel, contra  foguetes artesanais da Palestina, precisamos entender como foi desenhada a configuração da coexistência entre as duas nações. Por mais que a ONU não reconheça, a Palestina é uma nação. E, mais do que sempre, é necessário o reconhecimento, e a delimitação do Estado da Palestina.
Um histórico
A região que hoje abriga o Estado de Israel era habitada pelos povos árabes desde a Antiguidade. Por conta das várias Diásporas do povo israelita, causada pelas perseguições e escravidão imposta no período do Império Romano, essa região foi sendo  efetivamente ocupada pelos muçulmanos.
Os judeus se tonaram um povo de comerciantes desde a destruição do Segundo Templo, em 70 d. C. O cristianismo já nasceu fazendo polêmicas religiosas contra a religião judaica, mas esse antijudaísmo só virou o que conhecemos hoje como antissemitismo depois no final do século XIX, quando o motivo da perseguição deixou de ser religioso e se tornou étnico.
Durante toda a Idade Média, os judeus foram perseguidos, tanto por motivos econômicos (as riquezas que eles conseguiam através do comércio), como por motivos religiosos, porque a própria existência desse povo colocava em dúvida os dogmas da Igreja sobre o Antigo Testamento ter sido abolido e Jesus ser o Messias.
Com a formação dos Estados modernos, as monarquias usaram da perseguição religiosa para se apoderar dos bens dos judeus, como aconteceu através da Inquisição em Portugal e na Espanha.
Sem mudar a situação de marginalização, no século XVIII surge o movimento de reforma no judaísmo, muito influenciado pelos ideais iluministas, com o objetivo de que os judeus fossem assimilados nas sociedades europeias. No século XIX, a maioria dos judeus concentrava-se no Leste Europeu e dedicavam se ao comércio e ao empréstimo de dinheiro a juros. Com o desenvolvimento das burguesias nacionais e da Revolução Industrial, no entanto, os judeus foram responsabilizados pelo desemprego em massa e pela concorrência com as classes dominantes. A partir daí, foram confinados a guetos, sofreram várias perseguições e massacres. O resultado disso foi a emigração para a Europa Ocidental. Durante todo o século XIX, houve uma assimilação crescente dos judeus, e entre os judeus da classe trabalhadora, essa assimilação era ligada à participação no movimento socialista.
O sionismo surgiu no final do século XIX, por causa da contradição colocada à tentativa de assimilação pelas ondas periódicas de antissemitismo. Foi neste cenário que o jornalista judeu Theodor Herzl, em 1896, criou o movimento sionista, cujo objetivo era estabelecer um lar judeu na Palestina. Este povo começou a colonizar o país em 1897, ano da fundação da Organização Sionista Mundial. O objetivo do sionismo, o retorno dos judeus a Sião (Jerusalém), era uma aspiração de uma pequena minoria dos judeus.
Vale ressaltar  que Herzl, era portador de ideias racistas, próprias do seu tempo, aonde o etnocentrismo vigorava a pleno vapor, e ele investiu na emigração de judeus para à Palestina , iria civilizar a região, pois acreditava se  que o povo árabe era atrasado cultural e socialmente.
Sem apoio popular suficiente, os sionistas vão buscar ajuda nos governos imperialistas. Durante a Primeira Guerra Mundial, em que o Reino Unido lutou contra o Império Otomano, o secretário de Assuntos Estrangeiros Arthur James Balfour, num documento que se tornou conhecido como Declaração de Balfour, de 1917, prometeu aos judeus o território da Palestina se o Império Otomano fosse derrotado. Quando isso aconteceu, a Palestina se tornou um Mandado britânico.
Durante o período entre guerras, e mais profundamente na década de 1930, e durante toda II Guerra, o movimento sionista colaborou com os nazistas, forçando a ida de judeus deportados, para a Palestina, a fim de ocupar a área. O que era muito bom, tanto para os nazistas que queriam se livrar da concorrência  judaica na economia, quanto para os sionistas, que queriam ocupar uma das partes mais disputadas economicamente pelo capitalismo.
A partir do fim da guerra, houve um aumento da imigração de judeus para a Palestina, mas, até a década de 1930, eles ainda eram uma minoria (como foram durante séculos). A Liga das Nações (organização criada ao final da I Guerra Mundial, e antecessora da ONU), declarou a região da Palestina como Mandato Britânico, com obrigação de conciliar os grupos árabes e judeus. Entre 1917-1938, incentivados pelo Lorde Balfour, milhares de judeus foram para a Palestina, compraram terras e se estabeleceram em núcleos cada vez maiores. Neste período, começaram os choques entre judeus e árabes, que assistiam os judeus conquistarem boa parte das terras boas para o cultivo.
Os judeus criaram um exército clandestino (Haganah) para proteger suas terras e, à medida que crescia a emigração judaica para a Palestina, aumentavam os conflitos. Durante a 2ª Guerra Mundial - em função da perseguição alemã e do Holocausto -, a emigração judaica para a região aumentou vertiginosamente e a tensão chegou a níveis insuportáveis: os britânicos, na época, tomaram partido dos Aliados e os árabes, do Eixo.
Em 1936, quando os judeus já constituíam 34% da população na Palestina, estourou a primeira revolta árabe. Bases e instalações inglesas foram atacadas e judeus foram assassinados. A Inglaterra esmagou a rebelião e armou 14 mil colonos judeus para que pudessem defender suas colônias.
Pouco tempo depois, a Grã-Bretanha tentou controlar a emigração judaica para a área e, desta vez, os judeus atacaram os ingleses. Em 1946, o quartel-general dos britânicos foi dinamitado e 91 pessoas morreram.
Em 1947, os Aliados, incluindo a União Soviética, votaram na ONU pela repartição da Palestina e pela formação do Estado de Israel. A perseguição e extermínio em massa dos judeus na Europa, reforçou, ao fim da Guerra, a criação de um estado que protegesse o povo judeu. Imediatamente, os governos árabes da região tentaram impedir militarmente a independência. Israel, com o apoio imperialista, conseguiu se estabelecer através de uma resposta violentíssima, inclusive com a expulsão de vilarejos inteiros da população árabe, na guerra de 1948. Esse acontecimento é chamado pelos povos árabes de Nakba (Catástrofe). Desde então, uma das reivindicações do povo palestino é o direito de retorno às terras que eles ocupavam antes. A outra parte do território Palestino é dividida entre o Egito (Gaza) e a Jordânia (Cisjordânia).
Durante os anos de Guerra Fria, o Estado de Israel, foi de suma importância para a manutenção dos interesses do bloco capitalista no Oriente Médio. Portanto, receberá um apoio bélico dos mais modernos advindos dos EUA, principal parceiro de Israel na região. Com a promoção de vários conflitos e alargando seus domínios sobre os países árabes, Israel vai tomando um corpo muito maior, tanto pelo crescimento populacional, como o fortalecimento bélico:
Guerra de Suez, Egito X Israel, 1956: conflito gerado pela nacionalização do Canal de Suez e o fechamento do Porto de Eilat, que prejudicava a economia do Egito.
Os palestinos lutaram pela sua autodeterminação, formando em 1964 a OLP (Organização pela Libertação da Palestina), que incluía vários setores nacionalistas e socialistas, sendo os principais a Al-Fatah (A Abertura), nacionalista de esquerda, a Frente Popular pelaLibertaçãoda Palestina (FPLP), marxista-leninista, e a Frente Democrática pela Libertação da Palestina, maoísta. Desde a época, a OLP era dirigida por Yasser Arafat. A OLP defendia o fim do Estado de Israel, e o estabelecimento de um Estado Palestino democrático e laico, no território anterior à repartição. E imediatamente começou a guerra de guerrilhas contra Israel, com o apoio dos governos nacionalistas árabes.
Setores de extrema-esquerda de Israel, como o Partido Comunista Israelense, formado em 1948 a partir do antigo Partido Comunista da Palestina, e o Matzpen (Organização Socialista em Israel), marxista revolucionária, defendiam um Israel socialista e não-sionista que reconhecesse a autodeterminação do povo palestino na “outra metade” do antigo Mandato Britânico. 
Diante da pressão nacionalista, principalmente do governo de Nasser, no Egito, a resposta de Israel foi militarizar completamente a sociedade. Em 1967, as IDF (Forças de Defesa Israelenses), o Exército de Israel, fizeram uma operação-relâmpago, que ficou conhecida como Guerra dos Seis Dias, em que tomaram a outra parte do território repartido (Gaza e Cisjordânia), além da Península do Sinai e das Colinas de Golã, pertencentes respectivamente ao Egito e ao Líbano.
Nos anos 1970, o Egito e a Síria fazem um ataque surpresa nas regiões invadidas em 1967, durante o feriado judaico do Yom Kippur (o Dia do Perdão). A Guerra do Yom Kippur mostrou que a supremacia militar israelense não era absoluta. Na mesma década, a OLP é aceita na ONU como legítima representante do povo palestino, e os países produtores de petróleo, organizados na OPEP, fazem um embargo aos países aliados a Israel.
Todos esses fatores levam Israel a negociar com o Egito, nos Acordos de Campo David, em 1978, em que Israel devolve a Península de Sinai ao Egito. É a primeira vez que um país árabe reconhece Israel.

Em 1982, Israel intervém na guerra civil libanesa, para debilitar as forças palestinas que estavam baseadas na região. Acontece o Massacre de Sabra e Chatila, um ataque ao campo de refugiados palestinos pelas tropas israelitas no sul do Líbano, que resultou no extermínio de milhares de pessoas.
Primeira Intifada (Rebelião), 1987: rebelião que explodiu na Faixa de Gaza e Cisjordânia, após o atropelamento de quatro palestinos por um caminhão israelense. Os palestinos atacaram o Exército de Israel com paus e pedras. A resistência acaba forçando uma rodada de negociação entre Israel e OLP. A OLP, na mesma época, passa a defender a política de Dois Estados, ou seja, reconhece a existência do Estado de Israel, mas reivindica um Estado Palestino formado pela Cisjordânia e por Gaza.
Nos acordos de Oslo, em 1993, em contra partida, são iniciadas as conversações para o reconhecimento da Palestina. O primeiro passo é a criação da Autoridade Nacional Palestina, criada em 1994, como primeiro passo para o novo Estado. O primeiro-ministro israelense Yitzak Rabin foi assassinado em 1995 por um israelense de extrema-direita contrário ao processo de paz. Isso levou a situação novamente a se estagnar.
A Segunda Intifada começou em 2000, e foi o resultado da frustração com a paralisação das negociações de paz. Nesse período, a política israelense se torna mais dura ainda, com a construção do Muro separando Israel e Palestina. Desde então, a situação de tensão permanente se estabeleceu na região, e periodicamente acontecem crises como a atual.
Século XXI, e o impasse continua
Durante a Primeira Intifada em 1987, nasce o Hamas (Movimento de Resistência Islâmico), fundado pelos xeques Ahmed Yassin, Abdel Aziz al-Rantissi e Mohammad Taha, com orientação sunita, da ala palestina da Irmandade Muçulmana do Egito. O braço político e beneficente da Irmandade Muçulmana é então reconhecido oficialmente por Israel. O grupo se concentrava na ajuda social e em projetos religiosos, com uma intensa ação social e comunitária. Não podemos negar que o Hamas é um movimento fundamentalista Islâmico, e que, dentro do seu entendimento político, as ações terroristas e de extremismo religioso também são válidas.
Nas eleições de 2006, o Hamas chega ao poder, derrotando o Fatah (grupo político majoritário da OLP), que tem uma aberta aceitação norte-americana e israelese). Desde a vitória do Hamas, os conflitos acirram: O Hamas se conflita com o Fatah, e preconiza a luta armada e a destruição do Estado de Israel.
No início de junho, três jovens estudantes judeus, são sequestrados e mortos.  O governo israelense atribui o crime a integrantes do Hamas, em resposta á morte de um adolescente palestino causada por extremistas judeus. Até agora, não existe nenhuma prova que aponte os autores dos assassinatos. Esse foi o estopim para o que vemos há uma semana, ataques totalmente desproporcionais que o Exército de Israel tem imposto a Gaza, em sua maioria, atacando a população civil, com mais de 70 mortos até o momento, incluindo mulheres e crianças.


Por: Rodrigo do Ó e Denise Oliveira, julho/2014

sábado, 7 de junho de 2014

Fuii. Volto amanhã..Ei face, vai se f..... Ninguém me cala!

Mudou o Brasil, mudaram os brasileiros




As portas do maior evento  mundial de futebol, a Copa do Mundo, tão sonhada pelos governos que avaliaram ganhar muito sem maiores problemas. Afinal, sempre um setor da sociedade ganhou muito enquanto a grande maioria da população trabalhadora assistia bestializada sem  impor suas frustrações.
Algo mudou, espero que continue mudando!
Desde a metade da década de 1990, quando Fernando Henrique Cardoso assumiu a presidência, baseado na ilusão do Plano Real, a classe trabalhadora é empurrada para baixo. Baixos salários, privatizações das principais empresas de serviços, o que não trouxe melhoria na qualidade das prestações desses serviços, mais um aumento substancial nos preços; foi assim na telefonia, na eletricidade, na siderurgia, nos transportes. E o silêncio e apatia da população se fazia presente.
Chegamos à primeira década do século XXI, em 2002  ganha as eleições o PT do Luís Inácio Lula da Silva. Primeiro presidente operário, a classe trabalhadora se sentiu representada. Porém, essa representatividade foi cada vez mais perdendo fôlego, embotada pela corrupção, privatização, péssimos serviços e altos preços. Mais ainda assim, baseando-se em Projetos Sociais, que mais seqüestravam  do que libertavam a população mais pobre, o governo Lula  manteve a população anestesiada. Em 2008, num jogo de toma lá dá cá, o Brasil, enfim consegue  levar da FIFA, o tão sonhado aval para sediar a copa do mundo .
Nos primeiros anos de obras a população ainda estava feliz e orgulhosa de ter sido escolhida como anfitriã dessa grande festa. Mas, ao se aproximar da grande festa, o povo percebeu que não foi convidado a  dela participar.Mais uma vez,todas as nossas necessidades de uma vida digna foi relevada a outros planos. Planos esses, totalmente fora do alcance da classe trabalhadora.
O governo Dilma Roussef, eleito em 2010 sob a sombra do que tinha sido o governo Lula, foi se mostrando cada vez mais indigno da confiança dos brasileiros. Corrupção escancarada,  alianças espúrias com partidos claramente burgueses, como no RJ com o PMDB e em SP com PP do Paulo Maluf, transformaram  o sonho em pesadelo.
2013, o ano da virada
Quanto mais se aproximava  do torneio futebolístico,mais a população se percebeu vilipendiada em suas necessidades básicas, tais como:saúde, educação, transporte, moradia e alimentação. Para o grande evento, foi necessárias obras, desnecessárias, e com elas as remoções forçadas, gastos públicos explodiram e tudo acabava na conta da população. Em junho de 2013, com o anúncio de mais  um aumento na tarifa dos transportes urbanos, a população teve um surto coletivo, e todos na rua contra, não mais pelos R$ 0,20 centavos que seria o aumento dos ônibus, mas por 19 anos de submissão.
As manifestações de junho de 2013, abriram as compotas de lutas sufocadas, de gritos presos nas gargantas e nos corações.
Ainda não pipocavam greves, mas passeatas gigantescas, a mídia burguesa tentando acalmar os ânimos criminalizando os Black Blocks (os famosos vândalos mascarados), a revolta estava no ar.
O governo cedeu, não aumentou as passagens e a população não sossegou.
Em outubro a greve da educação das redes municipal-estadual-faetec  no RJ,acendeu de novo uma forma de luta, tão apagada nas duas décadas anteriores. O estado não sabendo como lidar com esse fenômeno e sempre truculento, mostra a sua verdadeira face ditatorial. Muita bomba, muito cassetetes, muita bala de borracha. A greve histórica de educação, termina rendida por acordos espúrios entre sindicato e governo, passando pelo Ministro Luiz Fux. Mas quem disse que acabou a luta?
2014, um ano explosivo
Já nos primeiros dias de 2014, embate entre sem tetos e as forças do governo, na desocupação da Favela Metrô-Mangueira. O que parecia ter sido resolvido com a permanência da Aldeia Maracanã, como centro de referência indígena sofre nova ameaça. Também volta-se a falar em aumento de transportes. Em abril, a truculenta retirada dos moradores da Ocupação Oi Telemar, e uma Semana Santa de pura aula de cidadania e solidariedade.
Em fevereiro, numa manifestação contra o aumento da tarifa de ônibus, acontece uma fatalidade, o jornalista da Rede Bandeirantes, é fatalmente atingido por uma bomba. Episódio que até hoje é coberto de dúvidas, mas utilizado claramente para criminalizar todos os movimentos. Paramos. Não! Vamos parar. Também não?
As greves começam a pipocar. Os trabalhadores da limpeza pública do RJ(garis), iniciaram e atravessaram o carnaval em greve, com total apoio da sociedade, atropelando sindicato pelego, prefeito fascista e PM capitã do mato. Foi a compota que precisava ser aberta.
A partir daí 40 categorias do Brasil inteiro entraram em greve.

Motoristas e cobradores do RJ,SP ,São Luís(MA),Salvador,Florianópolis e Fortaleza;
Servidores públicos municipais de Balneário Comburiu , Joinville e Blumenau(SC);
Professores municipais e metroviários de SP;
Professores municipais e estaduais,servidores da saúde,cultura,vigilantes e Polícia Civil,RJ
Polícias Militares,Recife
Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal de Alagoas,Amazonas,Bahia,Espírito santo,Minas
Gerais,Pará, Paraíba, Pernambuco,Rio de Janeiro,Rondônia,Santa Catarina e São Paulo .

Dentro dessa enorme  disputa de poder, da desobediência civil, da classe trabalhadora que não quer ser gado do poder que se utiliza da (in)justiça burguesa para tentar criminalizar as greves, jogando as para a ilegalidade e a vontade dos trabalhadores em não se intimidarem, nasce, ao meu ver, um novo Brasil. Espero que ao final da Copa, não voltemos a ser os  bichinhos domados que por 19 anos fomos.   

Por Denise Oliveira, junho,2014




http://saraiva13.blogspot.com/2014/06/copa-e-pretexto-tudo-e-politica-e.html

sábado, 12 de abril de 2014

Desocupação da Favela Telemar, abril 11.04.2014

Favela Telemar, abri 2014

 Preciso fazer uma análise mais profunda sobre o que ocorreu ontem no bairro do Engenho Novo.
Havia um acordo entre os invasores e a prefeitura. A Secretaria Municipal de Habitação faria os cadastros de quem não tem moradia, o que através do CPF seria muito fácil de se saber quem é sem teto e quem é oportunista.
Não descarto os oportunistas, os milicianos e traficantes, claro que tem tudo isso no meio da multidão. Mas, no momento em que a prefeitura não cumpriu o acordo, as assistentes sociais não compareceram e a polícia entrou entrando, deu naquelas cenas deprimentes que assistimos!
Vamos entender a forma de pensar do inimigo?
Quando a prefeitura e estado furam o acordo, não manda as assistentes sociais e sim a polícia, o que eles pretendiam?Pretendiam causar o caos!
Quando se usa de violência, a tendência é a resposta com violência. Entra em cena a mídia formal burguesa. Os traficantes, que também querem participar da festa Copa-Olímpiadas, e que estão sendo impedidos, aproveitaram a confusão e tocaram fogo em tudo. Os oportunistas de plantão saquearam lojas e supermercados. Está pronto o cenário para criminalizar todas as demandas sociais. Certo?
A mídia fazendo o papel de vender essa imagem, uma população malformada e informada, a classe média que adora estar do lado do poder, pobre que é aliado do pensamento liberal(Propriedade privada é sagrada!), até pq quem tem um apartamentinho vagabal no subúrbio, uma profissão totalmente desacreditada pela sociedade(um tal de professor conhece?)acham um absurdo esse negócio de invadir a “santa propriedade privada”!
Formatado o cenário. Não foi à toa que ontem ouvi tanta merda vinda de pessoas que nada tem, e o pouco que possuem pagam e pagam extremamente caro.
Estou deprimida, e infinitamente triste.

 
Favela Metrô-Mangueira, janeiro 2014

Histórico do ano de 2014

Janeiro:Favela-Metro/Mangueira, um show de truculência e má vontade de todos com os miseráveis que ocuparam casa de uma favela, desocupada por favelas que haviam ganho “apertamentos” do Minha casa Minha Vida. Fevereiro: aumento de passagens para R$ 3,00(e ouvi a pérola, queimar ônibus não pode, por que é o nosso meio de transporte. Caraca, defender o patrimônio do Jacob Barata? O sinalizador/morteiro na cabeça do cinegrafista da Band (coisa de bandido) mas não vi ninguém se pronunciar sobre as bombas da PM, que novamente criaram todo clima para a tragédia, e muito menos a falta de equipamento de proteção, que a emissora deveria ter, por obrigação,para os seus jornalistas. Março: Greve dos garis e a PM obrigando os garis a varerem ruas, escoltados na base do fuzil. PM mata e arrasta mãe de família, negra e pobre da comunidade Congonhas. Os assassinos estão soltinhos da silva, mesmo com uma folha de crimes(ops:auto de resistência), com 12 mortes, incluindo aí um menino de 17 anos, que comprará e tinha nota fiscal de equipamento de uma moto, no bairro de Colégio.Abril: favela Telemar, e um show dos horrores. Um  dia antes as cenas de assaltos explícitos na Central, efetuado por menores desassistidos pelo Estado.
Até quando essa população vendada, vai comprar todo esse lixo!
Indignada, revoltada, deprimida e com muita gana de continuar lutando!

Por, Denise Oliveira, abril/2014